Ensaio Casal

Museu do Ipiranga, São Paulo

Kauane & Adiel | Pré-Wedding

Não sei se é bobagem acreditar em destino.
Talvez seja só uma maneira bonita que encontramos de explicar certas coincidências que a razão não consegue alcançar.
Uma vez ouvi uma lenda, dessas que não ficam só na cabeça, mas descem direto pro peito.
Ela dizia que existe uma linha invisível ligando duas pessoas.
Uma linha que o tempo não corta, que a distância não rompe.
Essas pessoas vivem suas vidas.
Erram, acertam, se perdem, mudam de caminho…
mas, de alguma forma, o mundo vai dobrando as esquinas até que elas se encontrem.
E é estranho como, às vezes, você conhece alguém e algo dentro de você reconhece.
Não acontece sempre.
Não acontece com qualquer pessoa.
Eu sempre fui emotivo, eu sei.
E muitas vezes me perguntei se isso era só intensidade demais.
Mas se fosse só isso… por que não acontece com qualquer pessoa?
Por que não é qualquer olhar que faz o tempo desacelerar?
Eu fico meio bobo quando olho pra você.
Seu jeito.
Seu cheiro.
O jeito que sua presença muda o ambiente.
Quando eu era mais novo, eu jurava que tinha uma cor favorita.
Até encontrar a cor dos seus olhos.
E, no fundo, percebi que sempre amei essa cor… como se ela já existisse em mim antes mesmo de você chegar.
E isso me faz pensar:
como é possível sentir algo tão familiar por alguém que você acabou de conhecer?
Talvez seja essa tal linha invisível.
Talvez algumas pessoas simplesmente já estejam escritas dentro da gente
antes mesmo da história começar.
E o meu sorriso… o meu eu… ficam tão à vontade contigo.
Que, se o mundo acabasse hoje,  eu estaria imensamente grato  por ter conhecido quem era a pessoa do outro lado da linha.